Governo corta R$ 184 milhões da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica – Instituto Federal do Paraná

Governo corta R$ 184 milhões da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica

Publicado em

Linha do tempo resume o histórico de bloqueios e cortes orçamentários

Mais um corte no orçamento das instituições foi anunciado nesta sexta-feira (24). O valor, agora, foi de R$ 92 milhões, o que corresponde a todo o orçamento que estava bloqueado. Com isso, um total de R$ 184 milhões deixará de ser destinado à Educação Profissional Científica e Tecnológica. 

No caso do IFPR, os valores correspondem a, aproximadamente, R$ 5 milhões. Na avaliação do reitor do IFPR, Odacir Antonio Zanatta, se mantido, o corte deve comprometer atividades de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação.

“Precisamos urgentemente nos mobilizar para, juntamente aos parlamentares e à sociedade, reverter esse absurdo que estão fazendo com a Educação brasileira, que é de extrema qualidade e forma profissionais de excelência”, afirma.

Histórico

No dia 27 de maio, o Governo anunciou um bloqueio linear de 14,5% no orçamento das universidades e institutos federais – no caso do IFPR, isso correspondia a R$ 10,35 milhões.

Após reação das instituições e da sociedade, em 3 de junho foi anunciado que esse bloqueio de 14,5% seria reduzido pela metade, mas, ainda assim, continuava sendo prejudicial, impedindo ou atrasando a plena execução das atividades de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação dos 26 campi do IFPR.

No dia 6 de junho, foi anunciado um corte de 3,6% em parte dos recursos que estavam bloqueados.

E, agora (24/06), o restante do orçamento que permanecia bloqueado foi retirado das instituições da Rede Federal.

Infográfico dos bloqueios e cortes

Veja no infográfico abaixo, produzido pelo Conif, uma linha do tempo que resume os bloqueios e cortes orçamentários sofridos pela Rede neste ano.

Carta de Cascavel

Na Reditec Sul 2022, realizada em Cascavel de 21 a 23 de junho, os dirigentes dos seis institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul do Brasil se manifestaram, por meio da Carta de Cascavel, sobre os cortes orçamentários. Leia um trecho do manifesto:

“Não reconhecer que a promoção da educação de excelência aos que dela mais necessitam não se constitui em gasto, mas em investimento na vida dos povos, é matar de inanição os sonhos que nascem de suas identidades historicamente construídas e socialmente partilhadas. É fazer secar pela raiz instituições de ensino que, como árvores frondosas, poderiam oferecer, por meio do conhecimento, o alento da sombra, a ternura das flores, a consistência dos frutos e a esperança de novas sementes àqueles que foram tecidos da mesma terra em que estas foram plantadas”.

O documento, na íntegra, está disponível no hotsite do evento:

Leia mais

Topo