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Curta-metragem produzido por estudantes do Campus Curitiba tem pré-estreia com audiodescrição

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Nesta segunda-feira (1), estudantes do curso Técnico em Áudio e Vídeo do Campus Curitiba realizam o pré-lançamento do curta-metragem “Amor Líquido”. A produção é resultado de um Projeto Multidisciplinar desenvolvido pelos estudantes Janaina Campos, Isolda Marques de Oliveira, Matheus Arruda, Marcos Jean, Mateus Santiago e Juliana Takenaka.

A primeira exibição do filme será às 14h, para a Banca Avaliadora do projeto. Logo após, às 16h, será realizada uma nova exibição com audiodescrição, aberta ao público. As exibições acontecem no Laboratório do Curso Técnico Subsequente em Produção de Áudio e Vídeo do Campus Curitiba.

“A pouca ou a total inexistência da acessibilidade no audiovisual, no que concerne a audiodescrição nas sessões das salas de cinema brasileiras, faz com que esse projeto se torne inovador. Somos a primeira equipe que se preocupa em incluir a audiodescrição numa sessão cinematográfica no Campus Curitiba. Gostaríamos que nosso trabalho inspirasse os próximos produtores a fazer o mesmo”, afirma o grupo que desenvolveu o projeto.

Além das exibições, o público poderá também conferir a exposição “Além do Invisível”, com obras da artista Nani Silveira, que são utilizadas no filme.

O filme retrata o relacionamento de duas personagens: Mariana e Andreia. Mariana é pintora e está enfrentando um bloqueio criativo. Ela namora Andreia, que sempre tenta inspirá-la e mostrar o mundo por outra perspectiva. A trajetória em busca de inspiração será também uma descoberta sobre o relacionamento delas. Mas isso não é tudo: Mariana também é cega, levando a discussão sobre a deficiência visual para dentro da obra.

Deficiência visual como pano de fundo

De acordo com os produtores do filme, a ideia de retratar a deficiência visual partiu de uma das integrantes do projeto multidisciplinar, que propôs traduzir para o audiovisual as relações do conceito ampliado da saúde, permeando-o com questões sociais, inclusivas e culturais. Por definição do grupo, a deficiência visual estaria presente, porém, não como ponto principal do filme, mas sim explorando outras habilidades, mostrando que a cegueira não é um fator limitante, muito menos uma doença.

O grupo decidiu mostrar a complexidade do ser humano, e as diversas facetas que ele pode apresentar, e como uma característica física não define, e muito menos limita, a capacidade de quem somos, ou o que queremos ser. A personagem, vivida pela atriz cega Hellen Mieko, é apresentada a partir de outro ponto de vista: a do seu ofício. O público não conhecerá “a protagonista cega” mas sim “a protagonista Pintora/Artista”.

“Foi muito enriquecedor atuar no filme, pois, ao interpretar uma personagem artista, envolvida com a pintura, pude resgatar memórias que me permitiram trabalhar na construção desta personagem. O filme também trouxe a discussão de um tema muito importante, a existência de mulheres com deficiência visual LGBT, tema este nunca tratado no cinema e na grande mídia, até onde possuo conhecimento. Foi bastante prazeroso para mim, representar uma mulher lésbica e trazer esta discussão no filme, além de obter um pouco de conhecimento sobre a pintura. Fico muito feliz em ter trabalhado com uma equipe maravilhosa e ter contribuído para a realização deste projeto. Agradeço a todos pela oportunidade”, relata Hellen.

FICHA TÉCNICA

  • Curta-metragem: Amor Líquido
  • Tempo: 14 min
  • Ano de Produção: 2019
  • Direção: Janaina Campos
  • Roteiro: Isolda Marques de Oliveira
  • Produção: Matheus Arruda
  • Direção de Fotografia: Marcos Jean
  • Direção de Arte: Isolda Marques de Oliveira
  • Direção de Áudio: Mateus Santiago
  • Edição: Juliana Takenaka
  • Elenco principal: Katarina Duarte (Andreia); Mariana (Hellen Mieko); Marcella Gomes Prata (Sara)
  • Trilha: EQL!B
  • Gênero: Romance
  • Classificação: Livre
  • Produção : VENUS Produções e Co-produção: Moonvies Produções

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