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NAPNE lança campanha de sensibilização para a luta das pessoas com deficiência

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No dia 21 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. A data, próxima ao início da primavera e em que também se comemora o dia da árvore, marca o desabrochar das reivindicações de cidadania e participação plena em igualdade de condições das pessoas com deficiência. Em alusão ao dia, a Coordenação Geral do Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (NAPNE) do IFPR lança a campanha “IFPR Inclusivo”, com o objetivo de sensibilização da comunidade interna para o tema da inclusão – direito de todas as pessoas, com ou sem deficiência.

Por meio da página do IFPR no Facebook, os servidores e estudantes receberão, nas próximas semanas, dicas de acessibilidade atitudinal, que vão explicar como se relacionar com pessoas com deficiência em situações cotidianas. “O caminho da inclusão passa pela informação. Inclusão é o direito de todas as pessoas, com ou sem deficiência. Só através do conhecimento e da informação teremos uma sociedade inclusiva”, afirma a Coordenadora Geral do NAPNE no IFPR, professora Evelise Dias Antunes.

O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi instituído por iniciativa de movimentos sociais, em 1982, e oficializado no Brasil pela Lei Nº 11.133, de 14 de julho de 2005.

Educação inclusiva

O IFPR, assim como outras instituições de ensino, tem como dever propiciar às pessoas com deficiência a inclusão por meio da educação e do trabalho. Para auxiliar os estudantes e servidores com deficiência, o IFPR criou em 2012 os Núcleos de Apoio às Pessoas com Necessidades Específicas (NAPNE), que têm como objetivo sensibilizar a comunidade acadêmica dos câmpus para a temática da inclusão além de auxiliar a instituição na preparação para o recebimento dessas pessoas. Além disso, cabe aos Napnes estabelecer contato com outras instituições que já tenham experiência nas questões de acessibilidade para estabelecer parcerias.

Atualmente, todos os câmpus do IFPR possuem um núcleo de apoio, que é o responsável por manter aberta a discussão sobre inclusão e acessibilidade nos câmpus. Cabe ao NAPNE acompanhar os estudantes e servidores com deficiência, bem como pensar e propor soluções para tornar a instituição cada vez mais acessível e inclusiva. No Câmpus Curitiba, por exemplo, o NAPNE é composto por docentes e técnicos-administrativo e desenvolve projetos de pesquisa e extensão na área da inclusão e da acessibilidade. Uma das ações desenvolvidas pelo núcleo é o curso de extensão “Curso Inicial em Educação Inclusiva”, que reúne docentes, servidores e agentes da comunidade externa em discussões sobre a inclusão e a acessibilidade no ambiente educativo. Mensalmente, o grupo realiza encontros com palestrantes e conversas com pessoas com deficiência. “A existência de núcleos que pensam a inclusão beneficiam não apenas aqueles que tradicionalmente são vistos como passíveis de serem incluídos – as pessoas com deficiência, mas também outros grupos, como, por exemplo, aqueles que voltam a estudar depois de muito tempo, que também carecem de uma adaptação ao ambiente escolar”, avalia a professora Ângela dos Santos, integrante do NAPNE do Câmpus Curitiba. Atualmente, o câmpus atende 23 estudantes que ingressaram na instituição pelas cotas para pessoas com deficiência previstas no edital do Processo Seletivo. “Há também aqueles que descobrem no ambiente de sala de aula deficiências que não conheciam, o que amplia este número”, explica Ângela.

Os trabalhos desenvolvidos pelo grupo serão expostos neste sábado (21), no V Dia da Cidadania Especial (DICES), promovido pela prefeitura municipal de Curitiba em alusão ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. A programação tem início às 09h, no Parque Barigui. Alguns professores, servidores técnicos administrativos e alunos bolsistas mostrarão as ações realizadas pelo IFPR para ampliação da acessibilidade digital de pessoas com deficiência e para a formação para a educação inclusiva.

Projetos que estimulam a inclusão e a acessibilidade recebem bolsistas

No dia 06 de setembro, foi publicado o resultado da Chamada para Projetos de Apoio ao Desenvolvimento dos Núcleos de Atendimento às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (NAPNE). Os projetos receberão bolsas para estudantes, que vão contribuir para o desenvolvimento de ações de inclusão. Dessa forma, o apoio busca contemplar a dupla função de fomentar a consolidação de políticas inclusivas no âmbito do IFPR e promover a permanência e o êxito nos cursos técnicos do IFPR, por meio de ações de inclusão social, dos estudantes.

Confira, abaixo, os 11 projetos aprovados por Câmpus:

Assis Chateaubriand – Estudo de tecnologias assistivas para acompanhamento de estudantes com necessidades especiais
Campo Largo – Tecnologia assistiva e prática pedagógica a serviço do estudante cego
Cascavel – NAPNE e a Comunidade – construindo alianças em Cascavel
Curitiba – Desenvolvimento de materiais didáticos acessíveis
Foz do Iguaçu – Mapeamento e sensibilização da comunidade acadêmica do IFPR, Câmpus Foz do Iguaçu: deficiências educacionais
Ivaiporã – Controle Automatizado de uma cadeira de rodas elétrica monitorada pelo movimento da cabeça
Jacarezinho – Integração surdo/escola/família: intercâmbios e experimentações práticas no aprendizado de Língua Portuguesa / Libras
Paranaguá – Na quebra de barreiras em busca de soluções
Paranavaí – Possibilidades de desenvolver Tecnologia Assistiva no IFPR na área da elétrica/eletrônica
Telêmaco Borba – Fortalecimento do NAPNE em prol da Educação Inclusiva no IFPR – Telêmaco Borba
Umuarama – Inclusão de deficientes visuais através do ensino de astronomia

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