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Jogos gigantes promovem a inclusão na Tríplice Fronteira

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Um vez por mês, estudantes e professores do Campus Avançado Barracão realizam atividades recreativas e lúdicas no Colégio Novos Horizontes (Apae), no município. Com o projeto Jogos Gigantes, eles levam aos cerca de 50 crianças, jovens e adultos atendidos pela instituição versões ampliadas de jogos popularmente conhecidos, como o dominó e jogo da memória. Na quinta-feira (9), foi dia de jogar o Bingo Gigante. A tradicional cartela com números foi substituída por uma cartela colorida tão grande que quase cobria o tampo da mesa. Além de números, também traziam desenhos. Os pontos eram marcados com tampas de garrafa PET.

O projeto iniciou em 2018. Tem como objetivo ajudar a desenvolver habilidades motoras básicas, como correr, saltar, arremessar e rolar; habilidades cognitivas, como interpretação, comparação e classificação; e habilidades sociais como a comunicação, empatia e expressividade emocional.

“Produzimos jogos que normalmente são fabricados em um formato pequeno, como o jogo do dominó, para um formato grande. A produção em tamanho gigante torna os jogos bastante atrativos e também favorece um melhor desenvolvimento de habilidades motoras, cognitivas e uma maior interação social, visto que o jogo pode ser observado e até mesmo jogado por várias pessoas ao mesmo tempo”, explica a professora Cícera Andréia de Souza, uma das coordenadoras do projeto.

Os jogos gigantes são construídos com materiais recicláveis pelos estudantes do IFPR que integram o projeto. Antes de desenvolverem os jogos, os alunos realizam pesquisas sobre as deficiências, a fim de identificar quais jogos podem trazer mais benefícios em cada caso. Os materiais desenvolvidos ficam à disposição para serem emprestados a outras instituições de ensino da região da tríplice fronteira.

Inclusão inversa e premiação

Como são os estudantes do IFPR que vão até o Colégio Novos Horizontes, o projeto acaba por promover a inclusão inversa. “Não é a pessoa com deficiência que vem até uma escola regular, que se adapta para recebê-la, mas os estudantes do IFPR que são recebidos por uma escola especializada, e que precisam se adaptar a esse ambiente”, explica a professora Cícera sobre o conceito.

O projeto tem como coordenadores os professores Cícera e Tiago Wolfgang Dopke, e conta com a participação da servidora Sandra Fatima Smiderle e de nove estudantes dos cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio.

Em 2018, o projeto foi premiado na VII Feira de Inovação das Ciências e Engenharias, a Ficiências, com o 2º lugar na categoria Desenvolvimento Social e Sustentável. O projeto também foi apresentado no Seminário de Extensão Universitária da Região Sul, o Seurs, em Porto Alegre.

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